O estereótipo esconde, e desvenda. Esconde as características de um ser, que é tão único quanto inigualável, camufla a sua essência e índole. E desvenda. Desvenda a interpretação dos outros, a nossa, a do grupo a que chamamos “sociedade”. E iludimo-nos, de certa forma, simplificando o que é na verdade tão complexo que pode ir além do que entendemos. Com o filme “Matrix” é demonstrado isso mesmo – a forma como vivemos num mundo simplificado sobre o qual conhecemos respostas, faz-nos acreditar que é pura e totalmente real. Mas será mesmo? Ou andaremos todos enganados, num programa virtual? Seremos todos personagens de videogames de seres de outro planeta? Que seres?
O filme retrata bem esta possibilidade, remetendo-nos para um universo completamente diferente, e de onde a “nossa realidade” é simplesmente um jogo de computador. Segundo este, a manipulação da realidade faz-se através de um jogo de computador – o “Matrix” – no qual os próprios “jogadores” não sabem estar. E parece este desconhecimento estranho e difícil? Pelo contrário. Estes jogadores vivem o que vêm viver, fazem o que vêm fazer, movimentam-se num espaço que tomam como certo – as possibilidades de espreitar para a verdadeira realidade são praticamente nulas. E esta “falta de amplitude no campo visual” é comparada à forma como encaramos o mundo e como o interpretamos. Formamos ideias sobre os outros e sobre o que nos rodeia de forma quase automática, acatando com o que é mais fácil, não reflectindo, e isso pode levar-nos a interpretações dúbias e, eventualmente, falsas. E da mesma forma que interpretamos erradamente os outros, corremos o risco de ser mal interpretados. Mas contar como certas determinadas atitudes, é uma aparente calma em que muitos preferem embarcar. Assim como se viu no já referido filme, Kevin, por inúmeras vezes, se arrepende de ter tomado a liberdade de conhecer o verdadeiro mundo. Porque teme. Porque não sabe o que o espera, e está assustado. Porque a fonte de todo o preconceito é o medo – de não nos adaptarmos, de não sermos compreendidos, de nos sentirmos aparte, de morrer. Seja do que for, o ser humano está susceptível ao medo. E fará tudo quanto possa para sentir seguro num mundo que se pode tornar tão surpreendente quanto assustador.
O filme retrata bem esta possibilidade, remetendo-nos para um universo completamente diferente, e de onde a “nossa realidade” é simplesmente um jogo de computador. Segundo este, a manipulação da realidade faz-se através de um jogo de computador – o “Matrix” – no qual os próprios “jogadores” não sabem estar. E parece este desconhecimento estranho e difícil? Pelo contrário. Estes jogadores vivem o que vêm viver, fazem o que vêm fazer, movimentam-se num espaço que tomam como certo – as possibilidades de espreitar para a verdadeira realidade são praticamente nulas. E esta “falta de amplitude no campo visual” é comparada à forma como encaramos o mundo e como o interpretamos. Formamos ideias sobre os outros e sobre o que nos rodeia de forma quase automática, acatando com o que é mais fácil, não reflectindo, e isso pode levar-nos a interpretações dúbias e, eventualmente, falsas. E da mesma forma que interpretamos erradamente os outros, corremos o risco de ser mal interpretados. Mas contar como certas determinadas atitudes, é uma aparente calma em que muitos preferem embarcar. Assim como se viu no já referido filme, Kevin, por inúmeras vezes, se arrepende de ter tomado a liberdade de conhecer o verdadeiro mundo. Porque teme. Porque não sabe o que o espera, e está assustado. Porque a fonte de todo o preconceito é o medo – de não nos adaptarmos, de não sermos compreendidos, de nos sentirmos aparte, de morrer. Seja do que for, o ser humano está susceptível ao medo. E fará tudo quanto possa para sentir seguro num mundo que se pode tornar tão surpreendente quanto assustador.